Os paraísos perdidos de Éavum

Os paraísos perdidos de Éavum

Sobre a incomunicabilidade

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Que comunicação se pode construir para além das formas culturalmente determinadas que estiveram na base da formação dos assentamentos humanos? As formas de identidade apresentam agora novas fronteiras, estabelecem territórios fluidos de relações online onde se suspende o sentido mais genuíno da comunicação. Estamos informados, e tudo se passa na transição de uma época em que os referenciais se alteraram em que se desbravam novos caminhos dum futuro onde tudo será profundamente diferente. Mas estamos sempre dentro da mesma caverna platónica.

As questões que colocamos perante a vida, a nossa experiência quotidiana, traz-nos uma visão fenomenológica, uma reflexão abstrata e uma consciência do modo de estar no mundo. Contudo, há padrões de incomunicabilidade que radicalizam posições, há distorções de visão filtrada pela ideologias e pelas crenças, pelo simbólico. Vivemos em mundos paralelos, mundos fechados, há contaminações e distorções que advêm da própria linguagem. Os nossos sentidos são filtros, estabelecem relações, mas contêm também uma distorção que advém da cultura, das, emoções, do estado de espírito.

O tempo nas suas variáveis e distorções, é o fio condutor dos discursos: éavum, é o tempo indefinido das especulações mentais, da narrativa, onde se inscrevem todos os tempos, onde se processam as memórias. Onde se faz a opção entre Apolo e Dionísio, se anunciam futuros possíveis, ideias, os encontros e os desencontros do ser. Então, talvez aí possamos refletir sobre o lugar do sujeito e a realidade, sobre os paraísos perdidos que sempre estiveram ao pé de nós, e que não soubemos encontrar nem quisemos ver.

Informação adicional

ISBN

978-989-658-161-9

Ano de edição

2012

Idioma

Português

Encadernação

Capa mole

Dimensões

170 x 240 x 12 mm

Páginas

160

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