A Descolonização da História: Portugal, a África e a desconstrução de mitos historiográficos

Preço normal €19,61

Imposto incluído.

Autora: Isabel Castro Henriques
Edição/reimpressão: 2020
Formato: 170x240x18,8mm
Páginas: 318
Tipo capa: Capa mole 
Editor: Caleidoscópio
ISBN: 9789896585693


Sinopse

Este livro, que reúne um conjunto de textos escritos ao longo de quarenta anos e dispersos em publicações de natureza diversa, nem sempre de acesso fácil, tem como objectivo contribuir para uma renovação da historiografia portuguesa que se ocupa dessa vertente da História marcada pelas relações dos Portugueses com os Africanos, numa perspectiva de longa duração. Este estudo procura reflectir sobre as perspectivas e as formas de elaboração portuguesas da história relativa à África e aos Africanos, privilegiando uma leitura crítica das coordenadas teóricas-conceptuais que marcaram os particularismos da experiência portuguesa, associada ao estudo de diferentes situações históricas vividas entre os séculos XV e XX. Se uma primeira vertente visa proceder a uma revisão da história colonial portuguesa, desmontando conceitos e apontando novos caminhos para a compreensão da história africana e da história portuguesa, uma segunda linha de estudo privilegia o documento iconográfico como fonte histórica, sublinhando a sua dimensão histórica e
informativa, mostrando as formas plásticas portuguesas, que são também europeias, de desvalorização das populações africanas e reflectindo os conceitos e as noções que estruturaram a leitura colonial do Outro. Finalmente, este estudo procura pôr em evidência a natureza sempre inédita das fontes históricas – escritas, orais, materiais -, cuja interpretação depende inevitavelmente das ‘lentes’ teóricas e conceptuais utilizadas na sua leitura, que permitem rever e renovar temas ‘velhos’, possibilitando novas abordagens, interpretações e interrogações.
Descolonizar a história é libertar a reflexão histórica dos valores fundamentais da dominação, através do conhecimento das nossas realidades do passado, mas também devolvendo a palavra aos excluídos da história e reconhecendo a autonomia e a singularidade dos seus percursos históricos seculares.