Da Fábrica ao Museu: Identificação, Patrimonialização e Difusão da Cultura Técnico-Industrial

Preço normal €19,61

Imposto incluído.

Autor: Maria da Luz Sampaio
Edição/reimpressão: 2017
Formato: 168x239x21mm
Páginas: 376
Tipo capa: Capa mole 
Editor: Caleidoscópio
ISBN: 9789896584900


Sinopse

Esta obra apresenta uma reflexão em torno do património industrial móvel, ou seja, dos acervos compostos por maquinaria, utensílios, instrumentos de precisão, peças de reposição, manuais, catálogos e revistas técnicas, em particular as coleções técnico-industriais. O livro procura apontar caminhos metodológicos para o seu estudo e conhecimento e promover a sua valorização e salvaguarda. Pretende ir mais longe, buscando novas abordagens que colocam o objeto como ponto de partida para o estudo da cultura material e o tornam uma fonte para a história da técnica e da indústria, funcionando como um documento que se cruza com outras fontes. Constituído por objetos técnico-industriais, este património possui um significado que vai para além do seu uso e aspeto físico, modelo ou marca.

Trata-se de testemunhos de técnicas desaparecidas, de processos de trabalho, de usos e de memórias, objetos que são eles próprios documentos que permitem compreender os contextos industriais do mundo do trabalho e das suas transformações sociais. O património industrial móvel é aquele que mais facilmente é fragmentado, vandalizado, vendido ou mesmo abandonado no interior dos edifícios industriais. Ao serem retirados dos seus contextos, esquecidos e transformados em sucata, os acervos privam os edifícios de serem lidos dentro de uma lógica funcional. Uma vez esvaziados, estes perdem os seus referenciais técnicos e tornam-se comuns armazéns industriais, prontos para serem reutilizados ou transfigurados.

Em suma, este livro pretende responder a um conjunto de questões: Qual o papel da cultura técnico-industrial nas sociedades pós-modernas? O que podemos aprender a partir dos objetos técnico-industriais nos museus? Que metodologias podemos utilizar para valorizar esta cultura material?